Operárias da <em>Folkers</em> <br>guardam património
As trabalhadoras da Folkers Confecções, em Vilaça (Braga), permanecem há mais de uma semana à porta da fábrica, para evitar a saída de património, depois de o gerente ter anunciado, a 29 de Maio, um encerramento que o Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes considera ilegal e premeditado.
Com 185 funcionários, na maioria mulheres, e à beira de completar 20 anos – tantos quantos muitas das operárias têm de serviço –, a empresa estava em processo de recuperação, com vista a sanear a grande dívida acumulada, sobretudo, à Segurança Social.
Na sexta-feira, 26 de Maio, numa reunião com a Inspecção de Trabalho e representantes dos trabalhadores, a gerência deu conta de que concluíra pela inviabilidade da empresa, decisão que comunicou segunda-feira aos trabalhadores. Estes, no entanto, decidiram manter a vigília nas instalações, para evitarem que dali seja retirado património (equipamentos e produtos) para outras firmas do mesmo gerente, quer em Portugal, quer em Marrocos. O sindicato afirma que a produção da fábrica de Vilaça foi desviada para estas unidades.
A Folkers confeccionava fatos de homem e tinha como principal cliente a marca Maximo Dutti, da cadeia espanhola Zara.
No dia 8 de Junho, as trabalhadoras admitem manifestar-se frente à Segurança Social, em Braga, se ainda não tiverem recebido os salários de Maio.
Jerónimo de Sousa, acompanhado por Agostinho Lopes, dirigente e deputado do Partido, e outros camaradas, esteve anteontem com as trabalhadoras em luta, a quem manifestou a total e activa solidariedade dos comunistas.
Na sexta-feira, 26 de Maio, numa reunião com a Inspecção de Trabalho e representantes dos trabalhadores, a gerência deu conta de que concluíra pela inviabilidade da empresa, decisão que comunicou segunda-feira aos trabalhadores. Estes, no entanto, decidiram manter a vigília nas instalações, para evitarem que dali seja retirado património (equipamentos e produtos) para outras firmas do mesmo gerente, quer em Portugal, quer em Marrocos. O sindicato afirma que a produção da fábrica de Vilaça foi desviada para estas unidades.
A Folkers confeccionava fatos de homem e tinha como principal cliente a marca Maximo Dutti, da cadeia espanhola Zara.
No dia 8 de Junho, as trabalhadoras admitem manifestar-se frente à Segurança Social, em Braga, se ainda não tiverem recebido os salários de Maio.
Jerónimo de Sousa, acompanhado por Agostinho Lopes, dirigente e deputado do Partido, e outros camaradas, esteve anteontem com as trabalhadoras em luta, a quem manifestou a total e activa solidariedade dos comunistas.